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É ou não é terrorista? MP não se conforma no caso do holandês apanhado com faca na Portela

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DOCUMENTOS. ‘Post-its’ do holandês Calunga Her Gima fazem menção à Al-Nusra, ao Daesh e a uma viagem de comboio que fez em Portugal

Ministério Público recorreu da decisão da juíza Filipa Valentim, que pôs de lado os crimes de terrorismo na sentença a Calunga Her Gima. Procuradores defendem que o homem era “um lobo solitário” a soldo do Daesh

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A novela em torno de Calunga Her Gima não está encerrada. Há dois meses, na leitura da sentença do caso deste holandês de 31 anos apanhado com uma faca no aeroporto da Portela, a juíza Filipa Valentim desvalorizou os dados da investigação realizada pela Polícia Judiciária e Ministério Público. Para a magistrada, não ficou provado que Calunga tenha viajado para a Síria com intenções de ter treino militar jiadista, durante o verão de 2014. Nem que tenha preparado uma missão com vista a realizar um atentado em Lisboa, como defenderam os procuradores do DCIAP, João Melo e Vítor Magalhães.

O holandês nascido em Angola em 1985 acabou por ser condenado a uma pena de 4 anos e meio de prisão efetiva por atentado à segurança de transporte do ar e posse de arma branca. De fora ficaram os outros crimes de que também era acusado: adesão e apoio a organizações terroristas e terrorismo internacional, com molduras penais bem mais gravosas.

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