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O futebol português desdramatiza o preconceito

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FUTEBOL. O exemplo da seleção de futebol no Campeonato Europeu deverá ser aprofundado nas escolas, defende Pedro Abrantes, sociólogo que estuda o fenómeno da discriminação étnica na sociedade portuguesa

Venceram e tornaram-se ídolos. São ciganos, negros e vêm de classes economicamente desfavorecidas. No mundo do futebol português, quem tem talento contorna a discriminação. Também aqui a seleção é um exemplo a seguir. Apesar disto: ninguém teria duvidado da idade de Renato se ele não fosse negro, garante um ex-treinador do craque português

Apresentam-se como o rosto de um país. Sobre eles estão postos os olhos do mundo. Os jogadores da seleção de futebol são uma síntese da nação. Em Portugal, alguns dos principais futebolistas vêm de classes sociais desfavorecidas e representam minorias da sociedade nacional, alguns negros outros ciganos. Éder, Danilo, Renato Sanches, Eliseu, Quaresma são apenas alguns exemplos de uma democracia futebolística nem sempre comprovada fora de campo. Mas será que tal acontece porque o desporto é mais democrático ou serão realmente os portugueses uma população mais aberta à integração da diferença?

Éder fez o golo que deu o campeonato europeu aos portugueses. Quaresma marcou o último penálti contra a Polónia, abrindo a época das maiores esperanças. Renato Sanches tricotava as pernas dos adversários e iluminava os olhos dos adeptos portugueses. E há muito tempo que a origem social de Cristiano Ronaldo foi secundarizada perante o seu sucesso desportivo.

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