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O Ederzito, que agora é meio trambolho, é o melhor trambolho que há

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Depois da euforia nas ruas com a chegada da seleção, caiu-nos no mail um texto de alguém que dizia ter sido capitão da equipa onde Éder jogou quando era miúdo. Confirmámos a história e pedimos para refazer o texto que nos tinha chegado à caixa de correio. O resultado está aqui - e traz revelações nobres sobre o homem que marcou o golo da final

Texto de Diogo Santos, ex-colega de equipa de Éder no Adémia

Já lá vão uns 15 ou mais anos, e nessa altura e ao contrário do que acabou por suceder em França, nem sempre poderíamos contar com o Éder para nos ajudar a desfeitear as defesas daqueles campeonatos das distritais da Associação de Futebol de Coimbra. Onde o Ederzito se fez Éder, no Lar O Girassol, importante eram os resultados escolares. E as coisas não poderiam ser mais simples: ou Ederzito trabalhava na escola ou não havia remates, passes, vitórias ou costeletas.

Chegou franzino. Mas mais ágil. Mais rápido. E mais alegre. Contagiou todos. Aos poucos, e no meio de alguma ingenuidade e crueldade típicas de quem tem uns 10 ou 12 anos, fomos percebendo quem ele era. É que dificilmente se chega a uma instituição de acolhimento quando a nossa vida, e a vida da nossa família… corre bem! E a vida do Éder não correu bem. Chegou miúdo e meio sozinho a Alcarraques, um lugarejo ali enfiado nos arredores de Coimbra. E quem é que quer chegar miúdo a Alcarraques quando se pode chegar miúdo a tantos outros sítios? Ninguém, digo-vos eu que vivi 20 e tal anos quase ali ao lado.

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