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“Ontem, mais do que nunca, queria estar em Portugal junto dos meus”

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Diz-se por aí que em qualquer canto do mundo se encontra um português, e parece que é verdade – este domingo, quando cumprimos o sonho de há (pelo menos) doze anos, as bandeiras verdes, amarelas e vermelhas foram agitadas nos quatro cantos do planeta. Beatriz em Bruxelas, Nelson em Taiwan, Inês em Londres ou Sofia em Angola: todos nos contaram como foi ganhar a taça longe e festejar no Parc du Cinquantenaire de Bruxelas ou no Hotel Trópico de Luanda como se estivessem mesmo aqui ao lado, no Marquês de Pombal ou no Terreiro do Paço

Em Taipé, capital de Taiwan, o relógio marcava (lentamente, porque os nervos atrasam o tempo) quase as seis da manhã. Ronaldo já nos tinha feito chorar, já tínhamos gritado o nome de Éder. Naquele lugar distante, um pequeno grupo de portugueses vibrava como se cá estivesse - cá ou em Paris: “Quando Portugal marcou, o bar ficou vazio. Era tudo a favor da França: japoneses, coreanos, espanhóis…”.

O estatuto dos que não são favoritos deve ter dado um gozo especial a Nelson Santos, que via o jogo em Taipé, onde reside, com um pequeno grupo de amigos. Ficou a pé até de manhã, tendo no dia seguinte de trabalhar como chefe de cozinha no único restaurante português de Taiwan, o Tuga, do arquiteto Carlos Couto (que projetou o Pavilhão Portugal para a Expo 2010, em Xangai).

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