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Até quando, América?

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VIOLÊNCIA. Cinco polícias foram abatidos em Dalas, esta sexta-feira, num ataque racista que surge na sequência da morte de dois afro-americanos nos estados do Louisiana e Minnesota

getty images

Acordámos por cá enquanto outros se matavam e morriam por lá. Houve tiros e mortes em Dallas, nos Estados Unidos: cinco polícias escalados para um protesto pacífico contra a violência policial foram mortalmente atingidos a tiro esta sexta-feira. O ciclo vicioso continua a cumprir-se: polícias contra negros e vice-versa, negros contra brancos e idem. E depois há morte. Demasiada morte. Até quando?

Michael Brown não estava armado. O seu crime foi roubar alguns cigarros numa loja de conveniência na zona de Ferguson, nos subúrbios de St. Louis, estado do Missouri. Quando o polícia Darren Wilson o identificou como provável suspeito do roubo, houve uma altercação entre os dois que acabou com 12 tiros disparados contra Michael, de 18 anos, causando a sua morte. O que lhe falta saber sobre os dois protagonistas: o rapaz era negro, o polícia era branco.

O episódio aconteceu a 9 de agosto de 2014 e dificilmente será esquecido. Durante meses, e após a decisão do júri de não considerar o polícia culpado de nenhum crime, a população de Ferguson – maioritariamente negra, embora apenas 4 dos 53 polícias da zona sejam negros – reuniu-se à porta do tribunal do condado protestando contra a decisão. Em março do ano seguinte, o Departamento de Justiça norte-americano declarou que a cidade de Ferguson teria cometido violações constitucionais e que a polícia tinha até aí o poder de deter e ferir sem motivo suficiente.

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