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Morreu o encenador de dramas de pessoas vulgares

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CINEMA. Abbas Kiarostami morreu ontem, em Paris, aos 76 anos de idade

VALERY HACHE/apf

O realizador iraniano Abbas Kiarostami associava uma visão carregada de poesia a uma intensa vontade de refletir e questionar o normal quotidiano

Não era apenas um cineasta. Era “um místico moderno”. Assim reagiu o muito celebrado realizador iraniano Asghar Farhadi à notícia da morte do seu compatriota Abbas Kiarostami, Palma de Ouro do festival de Cannes em 1997, com “O Sabor da Cereja”.

Espectadores dos seus filmes sensíveis, por vezes desconcertantes, viam-no como alguém sempre disponível para encenar os dramas das pessoas comuns, quase sempre em paisagens descarnadas. Associava uma visão carregada de poesia a uma intensa vontade de refletir e questionar o quotidiano. Morreu ontem, em Paris, aos 76 anos de idade. Deslocara-se há alguns meses para a capital francesa de modo a receber tratamento a um cancro do intestino.

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  • Morreu Abbas Kiarostami, o homem do cinema poético

    Fez mais de 40 filmes. Deslumbrou o ocidente com a a sua cinematografia e em 1997 ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes com “O Sabor da Cereja”, onde usa a imagem para redescobrir a milenar tradição poética do seu país. Apresentou a cultura persa ao mundo, num tempo que muitos julgavam que ela tinha sucumbido à ditadura religiosa dos ayatollahs