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Jorge Andrade: “Renato Sanches não deve ligar a jogos sujos”

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Reuters

Jorge Andrade não vai na cantiga de Fernando Santos, quando diz que não liga a que a seleção jogue bonito ou feio. O ex-internacional, que se estreou no Mundial da Coreia/Japão e abandonou precocemente os relvados devido a uma grave lesão que o afastou do Euro 2008, garante que se Portugal não joga melhor é por mérito dos adversários. Nada que lhe abale a confiança na vitória aos galeses, “inferior a Portugal”. O segredo para rumar à final do Euro 2016 está na defesa. Palavra de central

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Vêm aí os galeses. O que é que Portugal tem mesmo de fazer para chegar à final?
Temos de ser mais eficientes, tanto a defender como a atacar. Sofremos muitos golos com seleções inferiores na fase de grupos, três só com a Hungria, e agora não podemos correr esse risco. Nem podemos entrar a jogar mal e a perder, como aconteceu com a Polónia, pois irá condicionar toda a estratégia de jogo.

A equipa de Fernando Santos ainda não ganhou um jogo no tempo regulamentar. A crise de concretização do costume?
A eficácia ne concretização não é o nosso forte, mas acho que a estratégia de seguir em frente passa mesmo por uma maior preocupação defensiva. Nesta fase, mal a equipa perca a bola tem de ser rápida a reagir, a assumir o controle e a acelerar o jogo. Nas meias-finais, o normal é arriscar pouco, jogar pelo seguro, com as seleções a terem muito respeito umas pelas outras.

É um central a falar?
É ser realista, que sem cautela e equilíbrio não se chega às finais.

Daí ser fundamental a recuperação de Pepe.
É um grande pilar da defesa e acredito que recuperará.