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Força Aérea nunca teve tão poucos aviões

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F-16. Numa altura em que o Estado português alienou 12 caças deste modelo à Roménia, a Força Aérea Portuguesa, apesar de ter uma frota de 30 aparelhos, nunca teve mais de 11 a 12 prontos a descolar em 2015, menos sete do que tinha em 2011

nuno botelho

Se dúvidas houvesse sobre a progressiva falta de meios para cumprir as missões que lhe estão atribuídas, uma análise cuidada dos relatórios de gestão da Força Aérea dos últimos cinco anos esclarece todas as dúvidas. O Expresso fez as contas e mostra que não faltam apenas pilotos

Carlos Abreu

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A Força Aérea nunca teve tão poucos aviões como em 2015. No ano passado, das 100 aeronaves que lhe estavam atribuídas apenas 40 estiveram, ao longo do ano, na linha da frente, isto é, prontas para cumprir em qualquer momento as missões que lhes estão atribuídas: do patrulhamento do espaço aéreo à busca e salvamento, passando pela fiscalização das pescas ou pelo transporte de órgãos humanos para transplante. Vejamos alguns exemplos.

Dos 30 F-16MLU, primeiro garante da proteção do espaço aéreo nacional, estiveram prontos 11 a 12; dos seis Lockeed C-130H, especialmente vocacionados para o transporte aéreo, tático ou geral, apenas um a dois; dos 12 EADS C-295M, muito usados nas ilhas para transportar doentes, cinco a seis; dos 12 helicópteros Augusta-Westland EH-101, estrelas da busca e salvamento marítimo, apenas três a quatro.

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