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Um mundo difícil e maravilhoso

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Assim foi o de Louis Armstrong, que durante muitos anos terá acreditado que nascera a 4 de julho, o feriado nacional americano. Recordamos o ‘aniversário’ de um dos maiores (o maior?) músicos de jazz de sempre

Luís M. Faria

Jornalista

Toda a vida Louis Armstrong achou que tinha nascido no dia 4 de julho. A confusão teria sido originalmente da sua mãe, que se lembrava de ouvir fogo-de-artifício por altura do parto. Enfim, era uma lenda simpática, que reforçava a imagem dele como um símbolo da América. Como dizem os italianos, se non è vero, è ben trovato. Armstrong pode ter nascido a 4 de agosto de 1901 - assim garante uma investigação publicada décadas após a sua morte - mas foi a melhor encarnação imaginável daquilo que torna a América estimável: energia, talento, criatividade, vontade de experimentar, atitude positiva, generosidade...

E também, claro, a possibilidade de um homem negro, alguém cujos avós tinham sido escravos e que nunca se esqueceu das barreiras que as pessoas da sua raça ainda enfrentavam, ascender aos cumes do estrelato e tornar-se um Grande Americano, como qualquer outro filho de emigrantes com um talento equivalente.

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