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Perdemos o rei da chapada

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BRUTO. O gigante gentil fez carreira a dar chapadas a fingir

Bud Spencer fez sucesso em filmes palermas. Mas ganhou medalhas e títulos na natação, compôs músicas tradicionais e até registou inventos

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Editor de Sociedade

Numa terra pequena como Caneças, a estreia de um filme com Bud Spencer era um acontecimento tão saudado como o dérbi de futebol com o Monte Agraço. A sala grande da Sociedade Musical e Desportiva de Caneças, que nos dias de semana servia para dar aulas de ginástica a crianças, enchia-se de putos de dez anos e adolescentes que uivavam de riso de cada vez que Bud Spencer, o gordo, dava um palmadão em Terence Hill, o Trinitá, magrinho e molengão; ou num dos vilões que ainda conseguiam ser mais feios do que ele.

É claro que havia demonstrações amigáveis entre o pessoal das cenas que passavam no ecrã e ninguém se importava que a sincronização entre o som e as chapadas fosse uma mera miragem. Eram os anos 80 e durante alguns tempos Bud Spencer, que faleceu segunda-feira de causas naturais, foi uma estrela. Ia-se ao cinema para ver um filme do Bud Spencer. Sim. Porrada com humor já foi um género cinematográfico. E Bud Spencer era o rei.

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  • Morreu o parceiro de Trinitá

    “Não sofreu e a sua última palavra foi: 'obrigado'”, disse o filho do ator italiano. Bud Spencer ficou conhecido pelos chamados “spaghetti western”, especialmente pela versão mais cómica de “Trinitá”, onde contracenava com Terence Hill