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O triunfo do mais feio que existe hoje na Europa. Eis os grandes vencedores do referendo

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reuters

Como em todos os braços-de-ferro, um lado saiu a ganhar e outro a perder do referendo britânico, apesar de ser curta a margem que separa os 52% que votaram a favor do Brexit dos 48% que tentaram que o país ficasse na União Europeia. A lista de vitoriosos é alargada e inclui os líderes da extrema-direita holandesa, Geert Wilders, e francesa, Marine Le Pen. O pódio, contudo, pertence a três britânicos: Johnson, Gove e Farage

Desde que a Comissão Eleitoral britânica anunciou os resultados da consulta popular de quinta-feira, confirmando que uma maioria da população quer sair da União Europeia, David Cameron tem sido repetidamente classificado como o grande derrotado do referendo. Sai derrotado, de facto, ao ver-se forçado a abandonar o Governo por não ter alcançado os resultados que esperava com o perigoso jogo que lançou em 2013, quando prometeu convocar este referendo para pressionar Bruxelas e garantir a sua própria reeleição em 2015.

Mas é uma derrota relativamente limitada: como outros políticos, o primeiro-ministro demissionário deverá abandonar Downing Street com garantias de trabalho, seja o regresso à vida de deputado ou assumir um alto cargo numa empresa ou organização. São os britânicos que ficam a apanhar os cacos e a colher os frutos, para já imprevisíveis, desta jogada. E por isso não é Cameron o grande derrotado, mas sim o eleitorado britânico — ou pelo menos 48% dele, sobretudo em Londres, na Escócia, na Irlanda do Norte e no território ultramarino de Gibraltar.

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