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AZEREDO PERDIGÃO. “Faltava-nos um museu de arte moderna”

RUI OCHÔA

No dia em que a Fundação Gulbenkian celebra 60 anos e junta num só Museu a Coleção do Fundador e a Coleção Moderna, recordamos uma entrevista com o seu presidente Azeredo Perdigão (1896 —1993) e um artigo do arquiteto José Manuel Fernandes publicados na Revista do Expresso de 19 de março de 1983, antecedendo a criação do agora extinto Centro de Arte Moderna

Francisco Belard

Azeredo Perdigão tem 86 anos. Atravessou o século numa vida sem grandes acidentes de percurso, à exceção de dois: a conversão ao catolicismo, depois de uma formação e experiência na área do republicanismo liberal, e a entrada para presidente do que é um centro nevrálgico do poder cultural em Portugal. Neste número, o presidente da Gulbenkian vai mais longe com o Expresso, numa antecipação à inauguração do Centro de Arte Moderna, de que largamente, também, aqui se fala.

“Está a ver a minha agenda?” De facto, está sobrecarregada, quer para um homem de trinta anos, quer para quem tenha ultrapassado os 86 com essa tenacidade, inteligência e energia que logo se sentem. Compreendo como as biografias oficiais — e a de Azeredo Perdigão é das mais extensas — falam pouco das pessoas. Vamos ter pouco tempo; às 16h30 estará a despacho, às 18h30 a ouvir Maria João Pires no Grande Auditório, às 21h...

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