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FUNERAL. Multidão rodeia a ambulância que transporta o caixão de Amjad Sabri

GETTY IMAGES

Há um país inteiro que o venerava e que agora o chora. Amjad Sabri já tinha sido (inexplicavelmente) acusado de blasfémia e desta vez voltou a sê-lo, sem que a sua vida tenha sido poupada

Helena Bento

Jornalista

Amjad Sabri, um dos maiores ícones culturais do Paquistão, foi assassinado quarta-feira por dois homens quando seguia de carro numa das ruas do movimentado bairro de Liaquatabad, em Karachi. Foi atingido por três balas. O ataque foi reivindicado por uma fação dos talibãs instalada no país, que acusam o cantor de blasfémia, mas as autoridades ainda não se pronunciaram sobre o assunto. É preciso esperar pelos resultados das investigações, dizem. A população paquistanesa não compreende por que razão alguém haveria de querer matar Amjad Sabri, que era tão acarinhando pelo povo. O Paquistão está de luto.

“Para muitos no Paquistão, Amjad Sabri era um embaixador cultural tão icónico quanto os seus antepassados o foram para as gerações anteriores”, disse Shezreh Mirza, um conhecido consultor jurídico paquistanês, citado pelo “New York Times”. “Não consigo, de forma alguma, compreender que alguém tenha cometido este crime absurdo. As almas dos paquistaneses continuam atormentadas”, acrescentou o consultor.

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