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Há €231 milhões de antigas obrigações da PT, hoje na Oi, em risco

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DÍVIDA. Emissões obrigacionistas da PT são hoje uma responsabilidade da Oi. Obrigações no valor de €231 milhões, com maturidade a 26 de julho, podem não ser pagas

JOSÉ CARLOS CARVALHO

A administração da operadora brasileira Oi, a braços com uma dívida de 65 mil milhões de reais, está sob pedido de proteção judicial de credores. Há em risco o pagamento de obrigações da antiga PT, no montante de €231,2 milhões, referentes a uma emissão de €400 milhões feita em 2012. A Oi, com quem a PT se fundiu em 2014, será alvo de um profundo processo de reestruturação. As ações da portuguesa Pharol, maior acionista da Oi, estão suspensas

É cada vez mais incerto o futuro da brasileira Oi, empresa com quem a Portugal Telecom (PT) se fundiu em 2014 para criar o maior operador de telecomunicações de língua portuguesa, e que hoje enfrenta um pedido de recuperação judicial. Em causa está uma gigantesca dívida de 65 mil milhões de reais (€17 mil milhões) e um processo de reestruturação da dívida à espera de uma solução e de um acordo com os credores. A fusão não chegou a bom porto, mas a PT foi absorvida pela Oi, que assumiu nesse âmbito também a responsabilidade do reembolso das obrigações emitidas pela antiga PT.

Agora, e na sequência do pedido de proteção de credores desta segunda-feira, há €231,2 milhões de obrigações da antiga PT, cuja maturidade é de 26 de julho de 2016, em risco de pagamento. Este prazo dificilmente será cumprido, e foi adiado. Resta saber se irá ser encontrada uma solução para as obrigações de retalho da antiga PT até lá, mas no mercado financeiro há dúvidas de que isso possa acontecer.

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