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A ressurreição do navio rejeitado por todos que custou milhões aos portugueses

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Custou quase 70 milhões de euros aos portugueses e levou ao fundo os Estaleiros Navais de Viana do Castelo. A história do navio rejeitado por todos ao longo de dez anos e que agora começa uma nova vida - fora de Portugal

Carlos Paes

Carlos Paes

Reportagem

Infografia

Bergen, final do século XIX. Há um falatório que percorre toda a cidade. Em breve um barco vai começar a sair todas as semanas do histórico porto norueguês rumo ao norte do país, em Hammerfest, já bem acima da linha do Círculo Polar Ártico. Uma zona isolada, gelada, dificilmente acessível por terra naquela altura (e até mesmo nos dias que correm).

Não que não existissem já barcos que o pudessem fazer, mas as ligações eram até aí demasiado irregulares, e até perigosas. As embarcações raramente navegavam à noite, devido à escassez de faróis à medida que se ia avançando para norte, o que tornava a viagem ainda mais demorada. E por isso, naquele tempo, se alguém aparecesse em Bergen a dizer que um barco passaria a sair todas as semanas do porto rumo a norte, isso era notícia. É assim que em 1898 há um homem que chega à cidade e promete mudar tudo. Em boa verdade, a aventura já havia começado alguns anos antes.

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