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“Reduzir Orlando a um ataque terrorista é fechar os olhos à homofobia”

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Dois participantes abraçam-se por trás de uma bandeira arco-íris, símbolo da comunidade LGBT, durante uma vigília em Bombaim (Índia) em memória das vítimas de Orlando

DANISH SIDDIQUI

Não devem existir dúvidas de que o massacre de Orlando foi um ataque à comunidade queer e não um mero ato de terrorismo islâmico, defende João Florêncio, professor de História da Arte e Cultura Visual na Universidade de Exeter, no Reino Unido. O investigador, que se interessa pelos temas da sexualidade e da identidade de género, diz que os movimentos LGBT têm sido “militarizados e tornados numa arma cultural” nas políticas que opõe estados ocidentais “livres” a estados islâmicos “opressores”

Foram as 49 pessoas assassinadas na discoteca Pulse, em Orlando, vítimas de um atentado terrorista islâmico dirigido ao modo de vida ocidental ou de um crime de ódio contra a comunidade LGBT? O debate que se seguiu ao pior massacre da história dos EUA tem motivado uma acesa troca de argumentos nos media, que culminou com o jornalista do "Guardian" Owen Jones a abandonar uma conversa na Sky News desesperado com a relutância dos seus interlocutores em aceitar que este foi um ataque queerfóbico.

É essa também a opinião de João Florêncio, professor de História da Arte e Cultura Visual na Universidade de Exeter, no Reino Unido, que se tem interessado pelos temas da sexualidade e da identidade de género. “Fechar os olhos à identidade [sexual e de género] das vítimas de Orlando apenas contribuirá para o continuado preconceito, discriminação e opressão destas minorias”.

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