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“Com ou sem Brexit, o terramoto já aconteceu na União Europeia”

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Professora catedrática de Relações Internacionais na Universidade de Dresden, Eugénia da Conceição vive há vários anos na Alemanha. Prestes a assumir o cargo de reitora do Instituto de Políticas Públicas da Baviera da Universidade Técnica de Munique, esteve na feira do livro em Lisboa para apresentar “O Futuro da União Europeia”, o último ensaio da Fundação Francisco Manuel dos Santos. Em entrevista ao Expresso, falou sobre os desafios que o bloco enfrenta, a começar pelo referendo britânico. Critica a forma como Bruxelas lidou com o caso Banif e diz achar que Portugal não vai ser alvo de sanções pela UE

Acha que a complexidade da UE é um entrave à participação ativa na política europeia?
Acho que sim. Se temos uma frase com três ou quatro siglas, cheias de jargão técnico, e as pessoas não sabem do que se está a falar, isso já é uma barreira. O TTIP por exemplo, quem é que sabe o que é? Ou mesmo o termo supranacionalismo? Quem não estuda estas matérias não sabe do que estamos a falar.

Com a recente divulgação de documentos secretos das negociações do TTIP pela Greenpeace, mais gente passou a conhecer a sigla. Como analisa essa parceria comercial?
Em primeiro lugar acho que é positivo haver livre comércio, o protecionismo não leva a lado nenhum, nos anos 30 conduziu a uma maior recessão económica e culminou na II Guerra Mundial, porque a par dele aumentou o nacionalismo. As tarifas comerciais já são baixíssimas entre os EUA e a UE, portanto acho que o preferível seria haver um reforço da cooperação multilateral no quadro da Organização Mundial do Comércio. Só que essas negociações estão em coma desde 2009 e todos os atores políticos envolvidos falam em voltar à estaca zero, porque não há progresso, há poderes emergentes, como a China e a Índia, que não fazem concessões.

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