Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Costa “também” escorregou, mas não é convidado a emigrar

  • 333

António Costa falou sobre emigração em Paris

paulo novais/lusa

Quase cinco anos depois, um primeiro-ministro volta a falar na possibilidade de os professores emigrarem para terem uma oportunidade de carreira. Mas, desta vez, o líder da Fenprof até compreendeu a mensagem. E não mandou António Costa emigrar, tal como o fez a Pedro Passos Coelho

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. A frase de Camões serve bem como mote para comparar a reação perante as palavras do primeiro-ministro, António Costa, sobre a emigração de professores. O que antes (na era de Passos Coelho) era uma ”vergonha imensa” é hoje “uma possibilidade”. Mário Nogueira mudou o discurso e tanto ele como António Costa tentam corrigir um deslize político.

Em dezembro de 2011, Passos Coelho, então primeiro-ministro, falava no decréscimo demográfico e na crise para explicar a dificuldade de colocação de professores. A alternativa era simples: “ou (o docente) consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professor, pode olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”, disse Passos.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)

  • Há uns tempos, em 2011, Passos aconselhou professores portugueses a explorarem as possibilidades de dar aulas em países lusófonos. Caiu-lhe em cima o Carmo e a Trindade, ou melhor o sindicalista Mário Nogueira e boa parte da esquerda. Esta semana foi a vez de António Costa referir que a abertura de mais aulas de português em França poderia ser uma oportunidade para professores desempregados. O Carmo, a Trindade, o dr. Nogueira e a esquerda em geral, provavelmente já cansados de tanto protestar, não reagiram