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“Se morrer pelo caminho não faz mal. É melhor do que o que tenho aqui”

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INFERNO. Foi no campo de refugiados de Idomeni que Anna passou muitas semanas como voluntária

anna mcphee

Quando pisou as praias de Lesbos, na Grécia, pela primeira vez, Anna Mcphee planeava passar duas semanas a resgatar os refugiados que ali chegavam em barcos precários. Acabou por ficar três meses naquele “inferno”, que diz ter aprendido a amar. Pouco antes de voltar, acompanhou os migrantes no caminho até à Macedónia para tentar salvar-lhes a vida, foi presa e testemunhou a brutalidade da polícia. Um relato arrepiante que chega ao Expresso em primeira mão

Há coisas que o ecrã da televisão e a capa do jornal não explicam, porque não podem. É preciso pisar aquele chão sujo para sentir o cheiro a plástico queimado. "Durante o inverno eles têm de queimar tudo o que estiver à mão, como gabardines e outros objetos, para se aquecerem. Não há madeira". Outra das surpresas é o desespero cru que está por todo o lado: "Basta chegarmos com uma caixa de pertences e somos rodeados por pessoas a pedir tudo o que temos".

Até pareceria uma espécie de resolução de ano novo, não fosse o facto de Anna McPhee, neo-zelandesa sem residência permanente há mais de um ano, ter alimentado a ideia muito antes de finalmente aterrar na capital grega, em janeiro último. O destino final não era Atenas, mas Lesbos, a ilha que não sai das capas dos jornais desde que a crise dos refugiados se agudizou, no verão passado.

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