Siga-nos

Perfil

Expresso

Diário

Portas vai trabalhar para a Mota-Engil

  • 333

Luís Barra

Paulo Portas vai trabalhar com a Mota-Engil e garante que não há qualquer incompatibilidade com o que fez no Governo. E, entre muitas tarefas, vai voltar à televisão: já este mês estará em Londres para comentar o referendo e em Madrid para acompanhar as eleições

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Não são doze, como os trabalhos de Hércules, mas Paulo Portas vai precisar de poderes olímpicos para encaixar nas horas do dia tudo aquilo que se propõe fazer, em todos os lugares onde se propõe estar a partir de agora que abandonou o Parlamento e diz que deixou a política de vez.

São sete, como os “Sete Pilares da Sabedoria”, o livro de T.E. Lawrence que é muito apreciado por Portas – e, nem de propósito, alguns dos cargos que o ex-líder do CDSs vai desempenhar no futuro estarão ligados (e vão levá-lo) aos cenários desérticos da obra escrita por “Lawrence da Arábia”.

Se Portas foi um globetrotter nos quatros anos e meio em que esteve no Governo, primeiro como ministro dos Negócios Estrangeiros e, depois, como vice-primeiro-ministro com a tutela das exportações, vai continuar a sê-lo na sua nova vida. Em boa medida, aproveitando o conhecimento e os contactos que acumulou na sua passagem pelo Governo – seja na promoção de empresas portuguesas como a Mota-Engil, seja ao fazer a análise geopolítica e geoeconómica do mundo. Sem desperdiçar o seu talento mediático, todas as semanas, com um programa numa TV perto de si.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)

  • Esta história não acaba aqui

    Paulo Portas deixa a presidência do CDS e vai “fazer empresas e trabalhar com empresas”. Como na política e no jornalismo, promete que estará “focado em resultados”. Há dez anos, também saiu da liderança do CDS. Há 20, alistou-se no CDS. Há 40, meteu-se na JSD. Daqui a dez estará a caminho de Belém com currículo de empresário de sucesso?

  • Portas para Costa: “Não venha depois pedir socorro”

    Vice-primeiro-ministro fez discurso que marca a rutura total com o futuro Governo do PS: “Não seremos cúmplices”. Paulo Portas prevê a “pressão explosiva” do PCP e do BE e a queda de António Costa às mãos dos parceiros. “Terá de resolver os seus problemas com a frente dos perdedores”. A “geringonça”, como lhe chamou o líder centrista