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“Velhice? Qual velhice!?”

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INICIATIVA. Quem disse que há idade para se fazer graffitis?

tiago miranda

Adiug, avó Guida ou simplesmente Margarida. Qualquer dos nomes lhe assenta na perfeição. Aos 74 anos não pára um segundo e uma das mais recentes aventuras foi a dos graffiti. De spray em punho, máscara no rosto e luvas andou a grafitar uma parede em Lisboa. Com ela esteve também Art e outros 12 homens e mulheres que por dois dias foram street artist. Desde 2012, foram mais 200 os idosos que alinharam num projeto na área. E houve até quem fosse apanhado pela polícia

Marta Gonçalves

Marta Gonçalves

Texto

Jornalista

Tiago Miranda

Tiago Miranda

Fotos

Fotojornalista

Os cabelos brancos denunciam a idade. As rugas vincadas no rosto são prova da longa experiência de vida. A energia e o sorriso divertido revelam a enorme vontade de continuar a viver ao máximo. Margarida Almeida tem 74 anos, é mãe de dois filhos e avó de quatro netos. Descreve-se como “uma maluquete que não sabe estar parada em casa”. Entre as várias atividades e clubes em que está inserida, a mais recente foi os graffiti. E no projeto Lata 65 encontrou mais uns tantos como ela, que se recusam a estar “em casa à espera que a morte bata à porta”.

“Pintei o meu nome, uma borboleta, a minha mão e flores. Voltamos a ser meninos e meninas, por isso o que nos vem à cabeça são aqueles desenhos infantis”, conta Margarida, ou melhor, Adiug. Esta foi a tag escolhida para ser identificada no mundo da arte urbana. “Os meus netos chamam-me avó Guida, por isso o nome artístico é Guida escrito ao contrário”, justifica.

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