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Líder de rede italiana criou dezenas de empresas fantasma em Lisboa

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INVESTIGAÇÃO. Barqueiro foi o nome dado à megaoperação policial que envolveu cinco países da Europa

d.r.

Rede atuava em cinco países e tinha três cúmplices portugueses. Suspeitos eram vigiados há um ano

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

As viagens frequentes de avião até Lisboa não eram feitas apenas por motivos românticos. Marco P., um abastado empresário de Parma vinha a Portugal visitar a namorada mas também tinha outro objetivo em mente: ampliar o sofisticado esquema de branqueamento de capitais e fraude fiscal. Marco P., que tinha residência nos dois países, já tinha deixado um rasto de dívidas de vários milhões de euros numa firma que produzia e comercializava hardware e componentes eletrónicos e que foi à falência em 2014.

Há mais de um ano que a polícia de Modena seguia com atenção o trajeto deste empresário, um dos três líderes de uma rede europeia de criação de empresas fictícias com epicentro em Itália e com ramificações em Portugal, Espanha, Albânia e Eslovénia. O esquema foi desmontado na manhã desta terça-feira, com uma precisão cirúrgica, nestes cinco países. Em Itália foram detidas seis figuras-chave do processo (incluindo os três líderes e um fugitivo da Albânia).

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