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Seria, foi, é e será demasiado violento

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ALICE. Foi um dos filmes do ano em 2005 - retratava de forma silenciosa um casal afundado no drama da filha desaparecida

Assinalou-se esta quarta-feira o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas. Em 2005, um filme de Marco Martins abordou o tema, chamando a atenção para uma realidade ainda pouco conhecida em Portugal. “Alice” acompanha o sofrimento dos pais a quem desaparece uma menina de três anos. A pedido do Expresso - e no âmbito deste dia em que o mundo assinala o drama das crianças desaparecidas - Marco Martins regressa a “Alice”. Ele que não tinha filhos quando o realizou. “Agora talvez não fosse capaz de o escrever da mesma maneira. Seria demasiado violento”

Filme feito de silêncios, enquadrado pela frieza e solidão de uma cidade que, inesperadamente, apareceu no grande ecrã como uma outra Lisboa, “Alice” estreou em 2005, não tanto como a história de uma criança desaparecida, mas como um retrato sobre a forma como se transforma a vida dos pais perante um acontecimento desta natureza.

Marco Martins não tinha filhos quando o realizou. Mais de dez anos depois, não tem dúvidas em afirmar que agora “talvez não fosse capaz de o escrever da mesma maneira”. “Seria demasiado violento”, acrescenta, ao recordar os dois anos em que trabalhou no projeto - a sua primeira longa-metragem - pesquisando sobre o tema, descobrindo como os pais desenvolvem rituais para se agarrar à esperança, como recusam desistir, como viver passa a ser sinónimo de uma coisa diferente.

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