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Despedimento coletivo no Porto de Lisboa avança já na próxima semana

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DESESPERO. Os operadores portuários de Lisboa dizem que precisam de “efetuar uma reorganização urgente, senão caem no abismo e têm de fechar”, diz o presidente da associação de operadores, Joaquim Morais Rocha

Luis Barra

As sete empresas que operam os terminais do Porto de Lisboa vão avançar já na próxima semana com o despedimento de parte dos seus 272 estivadores, alegando que a perda de receitas não comporta os seus atuais custos. O problema laboral transformou-se numa questão política grave

O processo de “despedimento coletivo de uma parte dos 272 estivadores efetivos do Porto de Lisboa está a ser concluído, com toda a tramitação legal exigida, incluíndo elementos integrantes dos respetivos dossiês por cada uma das empresas a que estão vinculados”, revelou ao Expresso o presidente da Associação dos Operadores do Porto de Lisboa (AOPL), Joaquim Morais Rocha, informando que “já no início da próxima semana vamos proceder às notificações exigidas por lei”. “Mas só na próxima segunda-feira, 30 de maio, saberemos o número exato dos estivadores que serão abrangidos no despedimento coletivo que redimensionará as nossas empresas”, explica.

“Decisão muito difícil de tomar”

Para Morais Rocha, esta “é uma decisão muito difícil de tomar, porque interfere com a vida dos agregados familiares dos trabalhadores portuários, mas representa o limite dos limites, porque” - explica - “agora teremos de reorganizar urgentemente todas as empresas de operação portuária, senão caímos no abismo e não teremos outra alternativa senão encerrarmos as empresas”.

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