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“A eutanásia é um falhanço da missão de médicos e enfermeiros”

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CATÓLICO. Profundamente religioso, como uma parte importante da população belga, Patrick Rossignol aprendeu, na prática, a reconhecer a importância da lei que despenalizou a eutanásia

Estudou para padre e começou por se negar a participar na preparação do “cocktail da morte”, mas, passados quase 15 anos, Patrick Rossignol, enfermeiro-chefe especializado em cuidados paliativos aprendeu a deixar as convicções para trás e a aplicar a mais avançada lei sobre eutanásia, a belga. O Expresso apresenta este sábado todos os detalhes sobre a legislação da Bélgica, onde em 2015 morreram mais de duas mil pessoas desta forma, num momento em que Portugal se vê confrontado com a polémica da morte assistida. Antecipamos esse trabalho nesta edição do Expresso Diário

Christiana Martins

Christiana Martins

em Bruxelas

Jornalista

Numa tarde excecionalmente quente para as habituais meias-tintas de Bruxelas, os olhos de Patrick Rossignol abriam-se muito para falar de um tema que divide a sociedade portuguesa e parece não perturbar os belgas: a eutanásia. Com 25 anos de experiência na área dos cuidados paliativos, vê-se que o assunto ainda mexe com ele.

Quase a completar 15 anos, a legislação belga sobre eutanásia foi aprovada em 2002 e, passado este período, já é possível olhar para trás e perceber o que mudou no país e nas pessoas que têm de lidar com a questão da morte assistida. E foi muito.

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