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Um duplo bode expiatório chamado Dilma

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reuters

Com o afastamento da Presidente, todos encontram razão para se alegrar. O problema é que o processo de impedimento não resolve problema nenhum

Para os defensores da perda de mandato, concretizada esta quinta-feira com a votação no Senado brasileiro, Dilma Rousseff é a causa de todos os males do Brasil, a começar pela crise económica. Para Lula da Silva, o afastamento da sua ex-protegida acaba, ironicamente, por ser uma boa notícia, na medida em que lhe abre caminho para disputar futuras eleições presidenciais numa altura em que à direita (ainda) não há nenhuma figura com a sua envergadura e (apesar de tudo) a sua popularidade. Dito isto, retenham-se dez pontos de reflexão sobre o que se vai passar a seguir.

O novo Governo resultante da ascensão do vice-presidente Michel Temer é necessariamente fraco e a prazo. Primeiro porque vai ter de negociar apoios num parlamento muito fragmentado onde, por motivos óbvios, não contará com a complacência do PT de Lula e Dilma.

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