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Dilma sai porque não entende a política nem os homens que nela vivem

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Ueslei Marcelino / Reuters

Antes mesmo de ser afastada do poder, rituais de Brasília abandonaram a presidente à solidão dos derrotados. O senado brasileiro ainda vota o afastamento de Dilma, mas ela já caiu

Plínio Fraga, em Brasília

Brasília tinha pouco mais de um ano desde a fundação quando hospedou a sua primeira crise política. Eleito com discurso de renovação em 1960, o presidente Jânio Quadros renunciara sete meses depois de empossado, alegando que “forças terríveis” trabalharam contra ele.

A 27 de agosto de 1961, Quadros deixou Brasília ao lado apenas do major Chaves Amarante, seu ajudante de ordens. As despedidas são solitárias. O major Amarante, sob a farda, envergava a faixa presidencial. Desrespeitou a proibição de um general e entrou no avião da Força Aérea Brasileira, embarcando rumo a São Paulo. Só então revelou a Quadros que trazia consigo a faixa presidencial, maneira de acalentar a possibilidade de que voltasse ao poder. Ao lançar o olhar ao horizonte de Brasília, Jânio parecia resignado: “Cidade amaldiçoada. Espero nunca mais vê-la”, disse.

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