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Combustíveis: o Governo vai fazer história ou vai falhar uma promessa?

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tiago miranda

No sector petrolífero há quem ainda não acredite que o Governo vá baixar os impostos sobre a gasolina e o gasóleo. A decisão é conhecida esta quinta-feira. “Mesmo que sejam só 2 ou 3 cêntimos, tenho de ver para crer”, comenta ao Expresso o presidente de uma grande petrolífera. No tempo de Guterres, o Governo apenas congelou preços. Se descer agora, será a primeira vez que o imposto baixa em Portugal. Se não descer, o Governo não cumpre o prometido

Três meses depois de o Governo ter aumentado o Imposto sobre os produtos Petrolíferos (ISP) - numa das maiores subidas de sempre -, prepara-se para anunciar esta quinta-feira se vai descer a fiscalidade sobre os combustíveis. Pela fórmula que foi admitida publicamente pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, o ISP deveria descer dois cêntimos - no mínimo. O presidente de uma grande petrolífera que opera no mercado nacional diz que, a acontecer, “a medida será histórica, mas ainda tenho de ver para crer porque não recebemos nenhuma indicação formal nesse sentido”.

No entanto, esta alteração no ISP não significa que os portugueses vão poder poupar muito dinheiro de cada vez que atestem os depósitos dos seus carros. Nem quer dizer que deixem de ir a Espanha para abastecerem gasolina ou gasóleo, porque os preços do lado de lá da fronteira vão continuar a ser inferiores. Significa apenas que o Governo revê o ISP, porque o “prometido é devido”, como diz uma fonte governamental.

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