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As nossas capas que adoramos. Escolhidas e explicadas por quem as faz

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Eles aturam os jornalistas. Eles aturam os editores. Eles aturam-se a eles próprios (porque são exigentes, porque nunca ficam satisfeitos nem mesmo quando o génio deles nos faz chamar-lhes geniais - e acontece tanto chamar-lhes isso). Eles são os nossos maquilhadores, os nossos cabeleireiros, os nossos consultores de moda, mas não tratam de nós só por fora - são o nosso coração. São o Mário, o Pedro e o Tiago, os nossos designers, o nosso alicerce. Que nos textos em baixo explicam as capas que fizeram para o Expresso Diário e que lhes deixaram o peito mais preenchido - ou mais dorido, como lerá. E não estranhe o verbo “aturar” usado ali em cima para enquadrar este momento: é um aturar que rima com amar e não com tolerar

Texto Mário Henriques, Pedro Campos Lourenço e Tiago Pereira Santos (designers gráficos)

A escolha de Tiago Pereira Santos

pode ver a capa na íntegra AQUI

É uma capa que não deixa ninguém indiferente. A imagem é tão forte que nos faz sentir um turbilhão de emoções. Raiva, tristeza, pena. Há quem me tenha dito que olhou e passou o mais rápido possível para outra página. Era essa a força.

E depois lê-se a notícia, o texto, que fala deste menino, de Aylan, e da sua família. Família que sonhava com uma vida melhor no Canadá. Ele, o irmão e a mãe ficaram pelo caminho. O Mediterrâneo tornou-se para eles e para milhares como ele o mar da morte.

A nossa função de gráficos, e jornalistas, é dar a conhecer a realidade do mundo, por muito dura que esta seja. E não damos sempre más notícias. Esta quebrou a escala. Especialmente para quem tem crianças pequenas. Era forte demais.

Como nasce a capa do Expresso Diário
Mais um dia, mais uma capa. As capas do Expresso Diário reinventam-se todos os dias. São sempre diferentes, únicas, muitas vezes criações gráficas exclusivas pensadas em função do que o dia trouxe à actualidade.

Bom dia.

Depois do editor e do coordenador do Expresso Diário decidirem qual será o “tema do dia”, é tempo de o gráfico pegar nas ferramentas digitais e na criatividade e pôr mãos à obra para fazer uma capa original que fale para o tema escolhido. Serve-se o segundo café da manhã, escolhe-se a música que tocará nos headphones – para se conseguir concentrar no meio do burburinho da redação - e vamos embora…

É um processo quase sempre longo, com recuos e avanços, e mais recuos e avanços. Muitas vezes chega-se à hora do almoço e abandona-se o que se fez até ali. Não está a resultar. Começa-se de novo. Mais avanços e recuos. E a olhar para as horas. Será que ainda dá? Ainda há tempo? Às 18h tem de estar disponível online.

Dá. Dá sempre… Melhor ou pior, dá sempre.

A ESCOLHA DE PEDRO CAMPOS LOURENÇO

pode ver a capa na íntegra AQUI

Destaco a capa de 6 de abril, “Como meio mundo anda a roubar outro meio”. Escolhi esta capa porque o 2:59, que é o programa multimédia na origem desta capa, é uma forma prática e simples de explicar e dar a conhecer diversos temas de política, sociedade, internacional, saúde, desporto, entre outros, em apenas dois minutos e 59 segundos.

Sendo o Expresso Diário, uma plataforma multimédia, este tipo de abordagem em vídeo é uma maneira diferente - com maior visibilidade e de forma direta, com um grafismo agradável e acessível - de ficar a conhecer os diversos temas apresentados. E em que o nome 2:59 equivale a motivação.

A ESCOLHA DE MÁRIO HENRIQUES

pode ver a capa na íntegra AQUI

Os Panama Papers são uma investigação jornalista a nível mundial sobre offshores. O Expresso faz parte do consórcio de jornalistas que está a analisar cerca de 2,6 TB de ficheiros que implicam vários nomes portugueses e que têm estado a ser divulgados desde o dia 3 de abril de 2016.

O Diário, a par do site, tem estado a divulgar essa investigação desde o primeiro minuto e criou uma linguagem bastante personalizada e identificativa do tema. Usando formas simples e directas para melhor compreensão do leitor.

As capas de dia 4, 5, 6 e 7 de abril são exemplo disso mesmo.