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Governo rejeita aumentar serviço de psiquiatria para resolver suicídios nas polícias

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RISCO. O Governo encomendou uma autópsia psicológica aos casos de suicídio para tentar desenhar os perfis dos agentes em risco de cometer suicídio

MARCOS BORGA

No ano passado, 15 agentes da PSP e da GNR deram fim à própria vida, alarmando a opinião pública. O Governo está atento e tenta encontrar uma solução, mas, ao contrário da opinião de especialistas e sindicatos, não vai reforçar o número de psiquiatras disponíveis para as forças de segurança

Não há dúvidas: polícias que se matam é porque estão deprimidos, precisam de apoio médico e têm de ser afastados das suas armas. O aviso em tom claro foi deixado pelo psiquiatra Daniel Sampaio esta quarta-feira, na Assembleia da República. “Não é com psicólogos que se combate este problema”, afirmou o especialista.

“O suicídio é sempre um fenómeno com múltiplas causas e tem de ser profundamente estudado para se perceberem as suas razões”, alertou o médico, que avançou, contudo, com algumas certezas prévias a qualquer investigação. “A maioria das pessoas que se suicidam sofrem de depressão e, para tratar o suicídio, temos primeiro de tratar a depressão e a maioria das pessoas que se suicidam avisam antes”, explicou Daniel Sampaio. Ou seja, os sinais estão à disposição de quem os quiser ver.

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