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Espanha: sem geringonça, volta-se às urnas

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DISSOLUÇÃO. Filipe VI assinou hoje o decreto que marca eleições para 26 de junho

CASA DO REI/REUTERS

Incapazes de chegar a acordo, os partidos espanhóis são responsáveis pela repetição das legislativas. Depois de seis meses parada, a governação pode ser retomada, na melhor das hipóteses, daqui a outros três

A assinatura pelo rei Filipe VI, às 9h37 desta manhã, do decreto de dissolução das Cortes espanholas foi o desfecho há muito adivinhado da XI Legislatura da democracia do país vizinho. Apesar da nula surpresa, o gesto não deixa de ser histórico. Pela primeira vez, é o monarca - e não o chefe do Governo - quem dissolve o Parlamento. E é histórico pela pior razão possível numa democracia parlamentar: a incapacidade dos partidos para se entenderem. É de crer que o chefe de Estado não tenha apreciado esta forma de assinalar o dia do seu santo, o apóstolo e mártir cristão Filipe, festejado a 3 de maio entre os católicos, como são os Borbón.

Reza o ponto 5 do artigo 99 de Constituição de 1978: “Se, decorrido um prazo de dois meses a partir da primeira votação de investidura, nenhum candidato obtiver a confiança do Congresso, o rei dissolverá ambas as câmaras e convocará novas eleições, com a ratificação do presidente do Congresso.” Esses dois meses cumpriram-se ontem, tendo sido a 2 de março que o socialista Pedro Sánchez tentou, sem êxito, ser investido como primeiro-ministro. As novas eleições para o Congresso dos Deputados e o Senado serão a 26 de junho.

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