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Colégio Militar: afetos, artifícios, assédio e coação sexual

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MUDANÇA DE PLANOS. Deputados queriam ouvir a direção do Colégio Militar, mas acabaram por receber uma tutela militar: Cóias Ferreira, responsável pela direção de Educação e Doutrina do Exército

MÁRIO CRUZ / LUSA

No Parlamento, uma alta patente do Exército garantiu não haver qualquer tipo de discriminação no Colégio Militar, tentando assim extinguir um fogo que já queimou um chefe do Estado-Maior. Os pais viriam minutos depois em seu socorro. Mas o major-general Cóias Ferreira lançou nova acha para a fogueira: afinal, tratou-se de um caso de “assédio sexual”. A deputada Isabel Moreira, do PS, acusou o militar de ter relatado uma “situação de coação sexual”, que é “um crime público”, pelo que “não pode passar em claro”

Foi uma audição estranha a do major-general Cóias Ferreira na subcomissão parlamentar para a Igualdade, na manhã desta terça-feira, solicitada pelo Bloco de Esquerda.

Na sala, em média, eram dois jornalistas (chegaram a ser 16 nos lugares da imprensa) por cada deputado (foram oito no máximo, e nenhum do PCP). Talvez por isso é que só após a saída do militar é que os eleitos se deram conta, e verbalizaram isso em alto e bom som, que tiveram frente a si não a direção do Colégio (como o Parlamento havia pedido), mas uma tutela militar, o major-general Cóias Ferreira, responsável pela direção de Educação e Doutrina do Exército.

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