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Apologia do conto de fadas

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ilustração tiago pereira santos

O Leicester foi campeão de Inglaterra, uma história em que a realidade ultrapassou a ficção de um conto de fadas. E um dos heróis é Vardy

Cada um tinha o seu preferido, mas o meu eram dois e nenhum deles era o Tó Madeira. Ao Tó, que me apontavam no ecrã do PC 486 DX2, eu contrapunha com o Stern John, um tobaguenho do Nottingham Forest, e o Robbie Keane, um irlandês do Wolverhampton. Punha-os a jogar um ao lado do outro, com um número dez nas costas de ambos; depois, quatro médios e três defesas.

O Stern John e o Robbie Keane eram máquinas dentro da máquina, e marcavam-me os golos que eu precisava para os títulos que eu ganhava. Não jogavam no Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique ou no Manchester United, era fácil comprá-los com pouco dinheiro, e quando isso não era suficiente havia sempre aquela batotazinha tolerável entre a malta amiga na pré-época.

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  • O romantismo ainda existe no futebol

    Chamem-lhe milagre, conto de fadas, choque, chamem-lhe o que quiserem, mas o Leicester é campeão. O Tottenham, o único que ainda podia travar este acontecimento que nos fez a quase todos (menos aos rivais diretos) adeptos do Leicester, empatou 2-2 em Stamford Bridge, casa do Chelsea, e as contas ficaram fechadas. E como é que se faz de um clube pequeno e modesto o primeiro entre os ricos? Jaime Pacheco, obreiro de uma proeza semelhante, explica como - ele que deu ao Boavista um campeonato que é quase sempre de Benfica, FCP e Sporting. Foi uma conversa tida e publicada há alguns dias, mas absolutamente atual - e por isso temos de republicá-la

  • Vardy: “Somos campeões com todo o mérito”

    O avançado do Leicester diz que o título conquistado é “inacreditável”. E o capitão da equipa, Wes Morgan, não esconde a felicidade: “Sábado nunca mais chega, estou ansioso por ter o troféu nas mãos”