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Três anos de violência máxima sem limites máximos

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INCÓGNITA. Desde outubro de 2015, o Daesh entrou em dinâmica de derrota. Foi expulso de 40% do território que controlava. Perdeu Palmira. Mas nada garante que não voltará a atacar

reuters

Em abril de 2013, Al-Baghdadi lançou um comunicado a anunciar a criação do “Estado Islâmico do Iraque e do Levante”. À época, passou quase despercebido. Um simples burburinho, lá longe. Passados três anos, há três cicatrizes por sarar

Uma Europa cínica, sem identidade, refém da dívida pública. E depois surgiu o Daesh: Charlie Hebdo, Bataclan e o aeroporto de Zaventem. Atentados que feriram um projeto utópico já moribundo. Eduardo Lourenço, José Gil, André Barata, José Manuel Anes e Paulo Mendes Pinto ajudam-nos a interpretar este fenómeno, para lá dos factos diários.

O terrorismo é um exercício de “protesto máximo, contra um estado de coisas”; uma forma de “impor uma coisa”, através do medo, do terror. “A violência máxima sem limites máximos.” Pode ser “esporádico”, como aconteceu no século XIX, ou recorrente. E veio, sem dúvida, quebrar com a “tradição dos conflitos entre potências”. Eis uma possível definição de terrorismo, segundo palavras do filósofo José Gil.

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