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Ou muda o Android ou muda a Google (mas para nós mudará pouco)

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ANDROID. Sistema operativo móvel da Google - que é o mais usado no mundo e o mais bem-sucedido de sempre - abre batalha entre Bruxelas e a empresa norte-americana

Justin Sullivan/ GETTY IMAGES

Comissão Europeia acusou a Google de práticas anticoncorrenciais na venda de apps e serviços para dispositivos Android - o sistema operativo móvel mais usado no mundo. As objeções de Bruxelas coincidem quase na totalidade com as queixas apresentadas em 2014 por uma startup portuguesa

O futebol é frutuoso em metáforas e parábolas. E Paulo Trezentos não as enjeita quando se trata de explicar o que levou a portuguesa Aptoide (que tem uma loja independente de apps para Android) a apresentar queixa contra a Google em Bruxelas a junho de 2014: “É como jogar à bola num campo inclinado. A nossa equipa é que tem de jogar contra a inclinação, mas não vamos mudar de tática e acreditamos que podemos vir a marcar mais golos”.

Com 97 milhões de utilizadores contabilizados em 2015, o líder da Aptoide acaba de garantir um motivo acrescido para manter o otimismo típico dos treinadores no início de época: na quarta-feira, a Comissão Europeia deu seguimento às queixas apresentadas pela Aptoide e outras empresas ao longo dos anos e divulgou uma declaração de objeções contra a Google.

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    Imagine uma empresa que fatura mais de €750 milhões por ano - a Google, por exemplo (que ganha bem mais). Se Bruxelas aprovar a reforma fiscal que foi apresentada esta terça-feira, esta empresa vai ter mais dificuldades em usar as zonas cinzentas da lei para pagar impostos baixos. Agora imagine uma empresa que fatura €745 milhões - vai poder continuar a usar os mesmos mecanismos que permitem pagar menos impostos. A discussão está aberta, as divergências estão aí: as empresas ameaçam fugir, as ONG dizem que isto não chega