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Foi a morrer que ele nos ensinou a viver

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Procurar vida na morte. Encontrar morte na vida. Paul Kalanithi tinha toda a vida pela frente e ambição de chegar ao topo, até já o via, mas um cancro matou-o. As suas memórias - que fizeram chorar os Estados Unidos - chegaram esta sexta-feira às livrarias portuguesas e a mulher dele partilha com o Expresso o que ficou de uma vida que se transformou em ar

SIGNIFICADO. Dar sentido à vida, mesmo quando o tempo é pouco, é o testemunho que fica do livro de Paul Kalanithi - que chega agora a Portugal. Na imagem, já doente, com a mulher Lucy e a filha Cady

SIGNIFICADO. Dar sentido à vida, mesmo quando o tempo é pouco, é o testemunho que fica do livro de Paul Kalanithi - que chega agora a Portugal. Na imagem, já doente, com a mulher Lucy e a filha Cady

FOTO SUSZI LURIE MCFADDEN

Significado.” É assim, em apenas uma palavra, que Lucy Kalanithi resume os 37 anos da vida de Paul, seu marido, neurocirurgião que morreu há um ano com um cancro no pulmão. Acabou ali a sua história? Não. “Antes de eu partir” é o título em português de um livro que emocionou os norte-americanos. Porquê? Porque toda a obra é atravessada por uma pergunta fundamental para todos nós: o que faz uma vida valer a pena ser vivida? As pequenas coisas. Como respirar. Ou estar lá para as pessoas que amamos. E já é tanto.

O título do livro é enigmático, parece um sussurro. Em inglês é “When breath becames air”. Um referência misteriosa, porque não completa o raciocínio subjacente ao poema que lhe serviu de inspiração. No fundo, fala do “ar que respiramos tornar-se o ar que nos sufoca”, como transparece do soneto “Caelica 83”, de Brooke Fulke Greville (século XVII): “You that seek what life is in death, now find it air that once was breath. New names unknown, old names gone: Till time end bodies, but souls none. Reader! Then make time, while you be, but steps to your eternity”. Então, feito o convite, mergulhemos nesta história, guiados pela mulher do autor.

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