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A Moisés dos escravos volta a dar-nos uma lição de liberdade (leia, leia)

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HEROÍNA Harriet Tubman é um símbolo da luta contra a escravatura nos Estados Unidos

Chip Somodevilla/Getty Images

A ideia de escapar e percorrer sozinha cerca de 150 quilómetros até um lugar onde pudesse ser livre, arriscando a própria morte, não foi o suficiente para assustar Harriet Tubman. Depois de fugir da plantação em que trabalhara toda a vida e conquistar o estatuto de mulher livre, esta heroína voltou pelo menos 19 vezes para libertar outros como ela, que a batizaram como o “Moisés” dos escravos negros. Volta a fazer história, a dar-nos uma lição de liberdade e evolução: é a primeira mulher e a primeira negra a dar cara a uma nota americana

Imagine que nascia e crescia sob as ordens de um dono. Que tinha de trabalhar a troco de nada para ele, que era espancado e chicoteado constantemente, que por isso ia perdendo valor comercial e se arriscava a ser separado da família que lhe restava. Um dia, tinha a oportunidade de deixar tudo para trás, pais e irmãos incluídos, e libertar-se. Pensava duas vezes?

Harriet Tubman não teve dúvidas: assim que teve oportunidade, corria o ano de 1849, fugiu da plantação de Maryland em que trabalhava. No entanto, o que distingue a sua história das de tantos outros fugitivos não é só a evidente coragem, mas sobretudo a preocupação e sentido moral que a fez voltar pelo menos 19 vezes ao sítio onde fora tão infeliz para salvar e guiar outros iguais a si, rumo à liberdade.

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