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Fundo soberano de Angola, uma forma de lavar cinco mil milhões?

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ANGOLA. A baía de Luanda, capital de Angola. O país está envolvido no escândalo dos Panama Papers pelas relações pouco claras do Fundo Soberano de Angola, liderado pelo filho do Presidente, com outras empresas

d.r.

Ligações opacas do enteado do vice-presidente, um presidente de um banco alemão caído em desgraça, gestores condenados por gestão danosa e um banco russo privado levantam suspeitas sobre o Fundo Soberano de Angola, gerido José Filomeno dos Santos, filho do Presidente José Eduardo dos Santos. A investigação é do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, de que o Expresso é parceiro

Texto KHADIJA SHARIFE

O fundo soberano de Angola (FSDEA) é promovido como um veículo de desenvolvimento e prosperidade para Angola — ele e todos os 5 mil milhões de dólares (4,44 mil milhões de euros) que tem sob gestão. O FSDEA é liderado por José Filomeno de Sousa dos Santos, também conhecido como “Zenu”, filho do Presidente José Eduardo dos Santos, que está no poder desde 1979.

Muitas pessoas têm questionado se o FSDEA, financiado pelas receitas petrolíferas do grupo Sonangol, detido pelo Estado angolano, não será mais que um canal de lavagem de dinheiro para desviar receitas de Angola. Tem sido fornecida escassa informação sobre o uso dos ativos ou dos investimentos do FSDEA e o fundo está envolto em alegadas queixas de irregularidades, nepotismo e sigilo financeiro.

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