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A lei que pode partir a Europa

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GOOGLE. A multinacional é uma das empresas abrangidas pelas medidas propostas pela Comissão

Reuters

Imagine uma empresa que fatura mais de €750 milhões por ano - a Google, por exemplo (que ganha bem mais). Se Bruxelas aprovar a reforma fiscal que foi apresentada esta terça-feira, esta empresa vai ter mais dificuldades em usar as zonas cinzentas da lei para pagar impostos baixos. Agora imagine uma empresa que fatura €745 milhões - vai poder continuar a usar os mesmos mecanismos que permitem pagar menos impostos. A discussão está aberta, as divergências estão aí: as empresas ameaçam fugir, as ONG dizem que isto não chega

Julgar-se-ia pela maior fuga de informação da história que o Panamá e outros famosos paraísos fiscais como as Ilhas Virgens Britânicas, as Seychelles ou as Caimão são os destinos offshore por excelência dos ricos, poderosos e corruptos do mundo. Mas quem ocupa o primeiro lugar desse pódio não é nenhuma das ilhas paradisíacas que cobram poucos ou nenhuns impostos sobre fortunas e propriedades e que não exigem informações sobre os verdadeiros proprietários de contas e empresas a operar nos seus territórios.

O primeiro lugar é ocupado pelos Estados Unidos, um país que em tempos liderou o combate à evasão fiscal e a luta por maior transparência financeira mundial e que hoje é o local preferido de muitos milionários e multinacionais para ocultar riquezas.

A gestão de uma crescente fração da riqueza mundial a partir de paraísos fiscais tem aumentado exponencialmente nos últimos 25 anos e isso é particularmente notório nos Estados Unidos.

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