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Parkinson na primeira pessoa: o depoimento intenso de quem é maior que a doença

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PARKINSON Dia mundial que assinala a doença aconteceu esta segunda-feira

ODD ANDERSEN / AFP / GETTY IMAGES

A Organização Mundial da Saúde estima que 1% da população acima dos 60 anos sofre de Parkinson. São 20.000 doentes em Portugal, com um mal que compromete a produção de dopamina, uma substância química produzida pelo cérebro e que é responsável pela manutenção dos movimentos do corpo. A falta desta substância causa tremores, lentidão nos movimentos, rigidez muscular e alteração do equilíbrio, além de perturbações na fala , podendo afetar a mobilidade e a independência do paciente. Dois doentes deram-nos o seu testemunho. Na primeira pessoa

Fernando Duarte e Ken Johnson (texto) (depoimentos recolhidos por Mafalda Ganhão)

Podemos começar pelo meu nome. Chamo-me Fernando Duarte, tenho 71 anos e a doença de Parkinson foi-me diagnosticada há um pouco mais de três anos. Quando me decidi a procurar um neurologista - o que devia ter feito mais cedo -, o médico não teve grandes dúvidas logo no final da primeira consulta, mas eu não queria acreditar. Precisei de ouvir outras opiniões e só me rendi três médicos mais tarde.

Não que a doença tenha sido realmente uma novidade para os meus familiares e amigos. Eles já falavam nisso. Diziam, sobretudo à minha mulher, que estavam desconfiados, que eu devia procurar um especialista. Eu é que me recusava a pensar nisso. Para mim, Parkinson era algo associado a pessoas que tremiam muito - o que a mim não me acontecia - e por isso achei sempre que estavam todos enganados.

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