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Costa na Grécia: ato simbólico para “consumo interno” de Portugal ou jogada de mestre de Tsipras?

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ENCONTRO. “A visita de Costa não teve grande cobertura mediática por cá, porque estamos a lidar com questões de maior urgência”, diz um especialista em Relações Internacionais da Universidade Panteion

ALEXANDROS VLACHOS/epa

Largamente ignorada pela imprensa e pelo povo gregos, a visita do chefe do executivo português a Atenas, esta segunda-feira, resultou na assinatura de uma declaração conjunta contra a austeridade. Falámos com especialistas para perceber se haverá resultados práticos dessa declaração — e da disponibilidade de Portugal para acolher mais seis mil refugiados da Grécia

Os media portugueses seguiram com atenção os encontros de António Costa com o presidente grego e sobretudo com o chefe do governo helénico, Alexis Tsipras, em Atenas. Mas na Grécia poucos souberam que os seus líderes estiveram reunidos com o chefe do executivo português. “A visita de Costa não teve grande cobertura mediática por cá, porque estamos a lidar com questões de maior urgência, temos a crise dos refugiados e estamos muito perto de alcançar um acordo com os credores, portanto a visita nem sequer fez primeiras páginas na internet”, explica ao Expresso Konstantinos Filis, especialista em Relações Internacionais da Universidade Panteion, a partir da capital grega.

Teria sido assim se o encontro tivesse acontecido há alguns meses, quando a Grécia enchia manchetes em toda a Europa no auge da crise financeira? Para Konstantinos Filis, nada seria diferente então, mesmo que à data Portugal fosse, como hoje, o único outro Estado-membro da União Europeia além de Atenas a ter um governo de esquerda. “Nenhum outro governo da Europa, seja socialista ou mais centrista, quer ser ligado à Grécia e todos têm feito questão de se distanciar dizendo que a questão grega é muito diferente das suas.”

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