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Discriminação combate-se com Educação

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MISSÃO. Olga Mariano, 66 anos, uma mulher símbolo da comunidade cigana luta para que os jovens prossigam os estudos, como ela fez. Até mesmo à universidade

JOÃO LIMA

Cada vez mais raparigas e rapazes de etnia cigana estudam para lá da primária. A tradição cede à crise das feiras, que obriga a novas aptidões escolares, ao básico, ao secundário, até ao superior. Na véspera do Dia Internacional do Cigano, o Expresso conta nove histórias de quem rompe as barreiras da discriminação com Educação, mantendo-se 100% cigano

Teresa Vieira, 26 anos, voltou na segunda-feira ao seu trajeto diário de carro até à estação do Pinhal Novo e daí de comboio até Lisboa, para as aulas de Sociologia no ISCTE. Tudo normal, se ela não fosse cigana. Mulher cigana casa cedo, cuida da casa, dos filhos, do marido, vai para o mercado. Mas a tradição está a mudar, devagarinho. “As feiras deixaram de dar dinheiro. Antes, os meus pais faziam mil contos num dia. Hoje, nem 10 euros se for preciso. Os meus pais perceberam que tinha de estudar. Confiaram em mim e eu sou 100% certinha.”

Teresa é económica nas palavras mas diz o essencial. Não sabia que curso tirar, mas percebeu que Sociologia era o caminho a trilhar, porque sempre foi muito observadora e sempre quis perceber como é que as pessoas se interligam entre todas. Teresa conquistou um lugar no Ensino Superior graças ao projeto Opré Chavalé.

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