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As maiores fugas de informação de sempre

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MORTE POLÍTICA. O Presidente Nixon viu-se envolvido em dois escândalos iniciados por fugas de informação. Um deles levou à sua demissão

afp/getty

Pode ser “hacktivismo” político, vingança ou um sentido de justiça apurado o que leva os whistleblowers a arriscarem contar uma verdade difícil ou os hackers a atacarem sistemas de informação muito protegidos. As fugas de informação, que frequentemente se traduzem em escândalos à escala mundial, fintam líderes políticos e desmascaram criminosos financeiros desde que há memória. Trazemos as histórias das fugas mais marcantes numa espécie de aula de História que vai dos tempos da revolução bolchevique àquele dia em abril de 2010 que mudou para sempre a vida de Julian Assange

Se viajássemos no tempo até à primeira semana de novembro de 1917 e no espaço até à Rússia, deparar-nos-íamos com um cenário de revolução ainda a acontecer, uma revolução que em poucos dias daria origem ao primeiro Governo comunista do mundo. Desse elenco governativo fazia parte uma das personagens principais da revolta, Leon Trostky, num papel crucial: o de ministro dos Negócios Estrangeiros.

A pasta era de grande importância em pleno conflito mundial, mas Trostky acrescentou-lhe relevância ao verificar a correspondência dos seus antecessores do tempo dos czares e ao decidir torná-la pública, expondo tratados secretos com outras potências europeias relativos a assuntos delicados como a descolonização. Na altura, detalha Pedro Oliveira, investigador de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa ao Expresso, o objetivo era “fazer a política internacional das grandes potências aparecer a uma luz negativa”, uma vez que “a Rússia bolchevique não queria ficar ligada aos compromissos e dívidas do regime anterior, a que não reconhecia legitimidade” para com países aliados como a França.

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  • Uma introdução à maior fuga de informação de sempre

    Mais de 300 jornalistas examinaram meticulosamente milhões de dados pertencentes à sociedade de advogados Mossack Fonseca para expor uma lista alarmante de clientes envolvidos em subornos, tráfico de armas, evasão fiscal, fraude financeira e tráfico de droga. Trata-se da maior fuga de informação da história - os Panama Papers, que mostram como uma indústria global de sociedades de advogados, empresas fiduciárias e grandes bancos vendem o segredo financeiro a políticos, burlões e traficantes de droga, bem como a multimilionários, celebridades e estrelas do desporto. A investigação é do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, de que o Expresso é parceiro

  • Todos os homens de Putin: registos secretos revelam rede de dinheiro

    Panama Papers: fuga de informação gigante revela esquemas de crime e corrupção. Nome do presidente russo não aparece nos ficheiros, mas sim o dos seus amigos favoritos, que se referem a Putin por pseudónimos ou dirigindo uma mão aos céus. Documentos descrevem um violoncelista como provável testa de ferro, numa rede clandestina que movimenta entre bancos e companhias offshore mais de dois mil milhões de dólares. A investigação é do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, de que o Expresso é parceiro