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Como as offshores tramaram o maior importador nacional de cereais

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VOLÁTIL. O preço das matérias-primas varia muito, mas não foi só isso que explicou o colapso da Oleocom

ENRIQUE MARCARIAN/REUTERS

Foi já em 2009 que a Oleocom, da Lourinhã, foi declarada insolvente. Para a história fica o registo de como o maior importador português de cereais jogou a sua sorte no tentador mercado das sociedades offshore... e saiu a perder

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O universo das sociedades offshore é uma espécie de iceberg. Hoje, à luz da investigação Panama Papers, conseguimos ver um pequeno pedaço da teia de relações entre bancos, advogados e empresários para ocultar fortunas. A maior parte de todos esses negócios continua fora do nosso raio de visão. Mas nem sempre o recurso às offshores dá bons resultados. Recuemos uma década, para uma viagem entre as Ilhas Caimão, Gibraltar e a Lourinhã, com passagem por Lisboa, pela Rua do Açúcar.

Ironicamente, o desfecho da história seria amargo.

O protagonista do enredo é a Oleocom, empresa criada em 1991 na Lourinhã e que se tornou o maior importador nacional de cereais. Importava matérias-primas como soja, milho e trigo e transformava-os em óleos alimentares e farinhas. Tinha entre os seus principais clientes o grupo Valouro, cujos sócios, os irmãos José António dos Santos e António José dos Santos, eram também os maiores acionistas da própria Oleocom.

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