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Alunos mais ricos são os mais cábulas na faculdade

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CULTURA. O nível de aceitação do plágio nas universidades portuguesas é muito mais elevado do que nos países nórdicos e aproxima-se do registado na América Latina

lucília monteiro

Maior estudo realizado em Portugal sobre fraude académica, publicado em livro esta terça-feira, revela que metade dos estudantes universitários admitem cabular nos exames. Os rapazes são piores e é nas Engenharias que há mais copianço

Joana Pereira Bastos

Joana Pereira Bastos

Texto

Jornalista

Sofia Miguel Rosa

Sofia Miguel Rosa

Infografia

Jornalista infográfica

A cultura do copianço parece estar instalada e até ser bem aceite entre os estudantes universitários. O maior inquérito alguma vez realizado em Portugal sobre esta matéria, que abrangeu 7292 alunos de 101 faculdades e institutos politécnicos, é revelador: dois em cada três deixam os colegas copiar e 52% admitem fazê-lo eles próprios.

“Há uma cultura de fraude que é permitida no ensino superior em Portugal. O grau de tolerância demonstrado em relação a este fenómeno é muito superior ao que existe noutros países europeus, nomeadamente os nórdicos, e aproxima-se dos valores obtidos na América Latina”, diz ao Expresso Filipe Almeida, coordenador do estudo “A Fraude Académica no Ensino Superior em Portugal”, concluído no ano passado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e esta terça-feira lançado em livro.

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