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A aranha dentro da teia. Por Pedro Santos Guerreiro

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FUGA DE INFORMAÇÃO. A investigação é do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, de que o Expresso é parceiro. Trata-se da maior fuga de informação da História

O que são os Panama Papers? A que ritmo vai ser divulgada a investigação? Por que motivo é que os artigos saem a conta-gotas? Afinal, o que é que acaba de acontecer ao mundo? O Expresso também contribui com a sua própria investigação, pelas ramificações que relacionam Portugal. Temos nomes de pessoas portuguesas envolvidas em casos suspeitos, que estamos a analisar e investigar e que a seu tempo serão revelados. Não se trata de gerir informação, mas de poder confirmá-la, estudá-la, aprofundá-la, discernir entre o que é lícito e o que é duvidoso. No próximo sábado, no semanário, poderá ler os primeiros resultados desta nossa investigação

I know a guy who knows a guy who knows a guy.” Eu conheço uma pessoa que conhece uma pessoa que conhece uma pessoa – que trata disso. Eis a Mossack Fonseca. A firma de serviços offshore cujos ficheiros estão na base da maior fuga de informação de sempre. Ela não trata com clientes finais, não tem catálogo de vendas de práticas criminosas, diz que em 40 anos nunca foi sequer processada. Ela é a tecedora de teias que outros usam. É uma aranha vegetariana, não come carne. Os outros que a comam, isso é com eles. Os outros comem-na, isso é connosco.

É altura de explicar ao leitor como aqui chegámos, até onde podemos chegar e a complexidade do caminho que não é um, são milhões, num mundo deliberadamente assim construído para que nos percamos no caminho. A Mossack Fonseca é o prodigioso e pérfido Dédalo, arquiteto do labirinto que aprisionou o Minotauro num enlouquecimento entre-paredes

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  • “Há portugueses nos Panama Papers”

    A publicação dos ficheiros do Panamá revela mecanismos globais criminosos nas cúpulas de poder financeiro, político e empresarial. Lavagem de dinheiro, corrupção e financiamento de atividades criminosas mostram comportamentos que põem em causa a forma como as sociedades se organizam, e merecem atitudes de investigação, diz Pedro Santos Guerreiro na SIC Notícias, que responde que há casos portugueses que estão a ser investigados no Expresso e que a seu tempo serão noticiados

  • O vídeo que corre mundo: líder islandês abandona entrevista por causa dos Panama Papers

    Um dos nomes envolvidos no escândalo Panama Papers é o do primeiro-ministro islandês. Durante uma entrevista a uma TV sueca, Sigmundur David Gunnlaugsson foi questionado sobre a empresa detida com a sua mulher, que teve títulos que valeram milhões de euros em três grandes bancos da Islândia que faliram durante a crise financeira de 2008. Por entre respostas atabalhoadas, o político acaba por abandonar a sala. O vídeo está a correr mundo