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O desprezo de Bruxelas, a bomba-relógio, o assassinato pela TVI, a péssima gestão

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COMO DISSE? Jorge Tomé na Comissão Parlamentar de Inquérito

JOSÉ CARLOS CARVALHO

Começou o jogo do empurra de culpas e já há dois grandes condenados no caso Banif no arranque da comissão parlamentar de inquérito: o Banco de Portugal e Bruxelas

Surpresa e desastre para os contribuintes estiveram entre as palavras mais ditas na primeira semana da comissão parlamentar de inquérito do Banif. Não foram reveladas bombas, mas os alvos foram claros: a concorrência europeia (DGCom), o BCE, o Banco de Portugal e a fatídica notícia da TVI estiveram totalmente de baixo de fogo.

O último presidente do Banif, Jorge Tomé, defendeu sempre que o banco era viável – Bruxelas nunca acreditou – e fez questão de dizer que o investimento no Brasil era um filme de terror. O ex-administrador do Banco de Portugal António Varela entrou a matar dizendo que o banco era “péssimo”, mas o desfecho dificilmente teria sido pior. O Banif vai custar ao país mais de três mil milhões e centenas de desempregado. Quase todos defenderam que a Europa criou as condições para que o negócio fosse feito à medida do espanhol Santander. O BCE pressionou a medida de resolução, e o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, obedeceu.

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  • O espanhol Santander mostrou interesse junto do Banco de Portugal em comprar os ativos bons do Banif em junho de 2015, confirmou António Varela. Banco Popular já tinha manifestado interesse. Varela admite que os critérios impostos por Buxelas eram à medida do Santander. "Se fosse jurista diria que foi dado um auxílio monstruoso a um banco"

  • António Varela arrasa gestão do Banif antes de 2012 - era um banco "péssimo"

    Desastroso para os contribuintes, foi assim que António Varela, ex-administrador não executivo do Banif classificou o processo de resolução aplicado ao banco. “O Banif em 2012 era um banco muito, muito mau, era péssimo”, afirma o também ex-administrador do Banco de Portugal no arranque da comissão parlamentar. “Para mim foi um choque pessoal e profissional muito pesado”