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Falência do sistema de saúde entope morgues e cemitérios de Angola

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DOENÇA. A malária, a febre amarela e outras doenças continuam a fazer milhares de vítimas em África. Na foto, um jovem de 18 anos com febre amarela é assistido num hospital do Darfur

reuters

Novecentas? Mil? Ninguém sabe ao certo, mas o número de mortes semanais em Angola de crianças e adultos vítimas de malária, cólera, febre amarela, chikungunya e outras doenças não para de crescer. Falta de medicamentos e de camas nos hospitais revela crise sem precedentes no sector.

Gustavo Costa

Correspondente em Luanda

Correspondente em Luanda

Só no último sábado, negro como são agora todos os dias para milhares de angolanos, foram a enterrar em dois cemitérios de Luanda, Mulemba e Camama, mais de 100 pessoas. A semana passada foram registados mais de 1000 óbitos e os coveiros já deixaram de ter direito a folga. Os medicamentos começam a escassear nas farmácias, por falta de recursos para os importar, e os proprietários das casas mortuárias não têm mãos a medir.

O número de cadáveres que chegam diariamente às morgues, superlotadas e sem um mínimo de condições de higiene, pode não refletir as estatísticas fornecidas pelos serviços dos cemitérios oficiais. “Falta apurar os enterros nos cemitérios clandestinos”, reconhece uma fonte do governo provincial de Luanda, que pede para não ser identificada.

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