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“Pedi desculpa ao homem que me violou por lhe ter chamado violador”

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O que é que acontece quando uma rapariga jovem, bonita e alcoolizada tem relações sexuais com vários rapazes numa festa? No caso de Jessica, o resultado foram anos de auto-recriminação, visitas a psicólogos e insultos de colegas que lhe chamavam oferecida. Jessica sobreviveu silenciosamente a uma violação - e culpou-se por isso durante 17 anos

d.r.

Se lhe perguntarmos qual é a definição de violação, tem dificuldades em responder? Parece um conceito óbvio, mas há demasiados casos em que coisas que são vistas como atenuantes para os agressores se tornam sombras de culpa para as vítimas. Elas fazem com que o trauma seja maior, com que a vítima ache que se calhar devia ter bebido menos, ou que devia ter-se mostrado mais hostil aos avanços do agressor, ou que a sua reputação e até a roupa que vestia fizeram com que merecesse ser violada.

Em muitos casos, é esse o factor que leva a vítima a calar-se e suportar a dor sozinha. Jessica Knoll, de 32 anos, fê-lo durante os últimos 17 - não só guardou para si o que lhe aconteceu como se culpou por isso, convencendo-se de que se tivesse “o guarda-roupa certo, um trabalho glamouroso e um anel no dedo antes dos 28 anos” recuperaria o controlo da sua reputação e da sua própria voz.

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