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O dia que foi diferente

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tiago miraranda

Os atentados de Bruxelas trouxeram para Leiria um jogo que estava marcado para a Bélgica. Tudo mudou para que nada mudasse

Ricardo Marques

Ricardo Marques

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Jornalista

Tiago Miranda

Tiago Miranda

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Fotojornalista

As palavras que chegam depois das bombas são sempre as mesmas. É preciso não ter medo, é preciso seguir em frente, é preciso viver da mesma forma. A última semana mostrou que, por vezes, para que tudo fique igual é preciso mudar alguma coisa. Manteve-se o jogo amigável entre as seleções belga e portuguesa, mas mudou-se o local. Em vez de Bruxelas, jogou-se em Leiria. E mudou tudo.

Vinte mil pessoas sentaram-se nas bancadas que estariam vazias, centenas de polícias, de arma na mão, encheram as ruas, de outra forma desertas, e vinte e dois jogadores correram atrás da bola num relvado iluminado. Sem as bombas, tudo estaria escuro no Magalhães Pessoa e não haveria sequer duas bandeiras projetadas nas paredes do castelo. Tudo estaria escuro e silencioso — tão silencioso como o silêncio que vinte mil pessoas conseguiram fazer, de pé, no início do jogo.

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